CHEGOU A HORA DE DECIDIR

Chegou o momento de tomar uma decisão, não há mais tempo a perder; muitos têm desfilado diante de nós como a melhor alternativa, propondo solução para todos os problemas, desfraldando a bandeira da justiça e da verdade, comprometendo-se a fazer diferente. São tantos que chegamos a ficar baratinados, não sabendo direito a quem escolher. Mas não dá mais para esperar, o prazo está encerrado.

Tomo a liberdade de usar este espaço para dizer que tomei minha decisão e estou convencido de que é a melhor. Avaliei, pesei os prós e os contra, comparei, fiz um balanço muito ponderado e não tenho a menor dúvida sobre a minha decisão.

Muitos têm se apresentado como"salvadores da pátria", que podem, por meio de determinadas medidas, criar o paraíso na terra, chegando a impressionar e fazer-nos indagar: "como é que não se pensou nisto antes?"

Mas minha decisão não recaiu sobre aquele que é o "salvador da pátria", mas sobre aquele que é o Salvador do Mundo, o Salvador dos homens (Atos 4:12). Pode parecer exagero, afinal, se chega a ser patético alguém se apresentar como "salvador da pátria", quanto mais alguém declarar que é o Salvador do mundo.

Não há nada de exagero nesta afirmação, há uma lógica irrefutável no conceito de salvação, que se coloca em contraste ao conceito de perdição; só é possível salvar o que está perdido; aquilo que se declara não perdido, ou apenas meio-perdido, não obterá a salvação.

Os "salvadores da pátria", que estão em redor, não reconhecem que as coisas estejam tão perdidas assim; por outro lado, eles mesmos não se postam como necessitados e serem achados, alvos da salvação, estão acima das vicissitudes dos demais mortais. O Salvador do mundo jamais se achou perdido, mas se fez perdição para nos achar, para nos salvar; nele não se encontrou nódoa, engano, injustiça, mas ele se fez pecado por amor de nós (ll Coríntios 5:21). 

O Salvador do mundo exerce seu mister salvífico não sacrificando a outrem, prejudicando o próximo, partidarizando-se, cindindo a nação, mas sacrificando a si mesmo, doando-se inteiramente, e propiciando a paz que não pode ser rompida (Efésios 2:14-16).

Minha decisão pautou-se também pela condição soberana daquele que efetivamente pode mudar o estado de coisas vigente. Ele não se apresenta como um governante de Estado, um presidente de uma nação, ele é "Rei das nações" (Apocalipse 15:3). Ele detém o poder sobre todas as nações, quer no sentido escrito, quer no sentido lato (nação pode ser o país, e também pode ser a vizinhança, a escola, o ambiente de trabalho). 

Em tempos democráticos, é estranho fazer apologia de um reinado, olvidando-se que o poder emana do povo. Na verdade, o poder não emana do povo, que, de per se, não tem poder; o povo recebe poder de quem detém poder originalmente, e poder tem aquele que é Todo-poderoso (Gênesis 17:1), o único que tem poder em si mesmo. 

O Rei das nações implantou o Reino no coração dos homens, e declarou: "o Reino está dentro de vós" (Lucas 17:21); ele é Senhor dos corações. O império de sua vontade soberana não é exercido pela força das armas, pelo argumento político, pelo poder econômico, pela ideologia do momento, mas pelo seu senhorio no âmago do ser.

Somente ele tem poder para produzir a "metanóia", a mudança de mente, que nos leva a crer e a viver pelo seu poder. Por isso, não posso nem dizer que minha decisão foi uma escolha pessoal, pois, na verdade, foi ele me escolheu antecipadamente (Efésios 1:4). 

Eu sei que neste domingo, dia 07, amanhã, todos terão que tomar uma decisão, mas esta não é a mais importante, nem deve gerar em nós qualquer ilusão ou desespero. A mais importante, para nós, para o nosso país, para o mundo todo, é a decisão de deixar-se inundar pela graça de Deus, revelada em Cristo Jesus, que se deu por nós, para que não pereçamos, mas desfrutemos a vida eterna (João 3:16). 

Para refletir
1. Se depositássemos nossa confiança em Deus como, aparentemente, temos colocado nas mãos de candidatos e cargos eletivos, quão grande seria a nossa fé? 
2. Se propagássemos a Cristo, o Salvador do mundo, o Rei das nações, como o temos feito com os nossos candidatos, quão evangelistas e missionários seríamos?
3. Você já tomou sua decisão por aquele que te escolheu desde antes da fundação do mundo? 

Rev. Juarez Marcondes Filho 

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Postado dia sábado, 6 de outubro de 2018.Você pode seguir este post através do link RSS 2.0. Você pode deixar um comentario.

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