Meister, Um Vencedor

Ário Taborda Dergint, engenheiro, membro da Academia paranaense de Letras, nome de relevo no sistema estadual de planejamento do estado (anos 80/90), muito conhecido pela grande e valiosa coleção de obras de arte que possui, recordou, em recente conferência, as muitas faces do arquiteto Rubens Meister. Foi em abril, dentro do Projeto Corredor Cultural, quando discorreu sobre a vida e obra de um dos arquitetos que mais ajudou a mudar as feições de Curitiba. A conferência nasceu de sugestão dos reitores da UFPR e PUCPR. A exposição de Ário “foi magistral”, garantem-me alguns que a ouviram e gravaram, no Centro de Estudos Bandeirantes, da PUCPR. A fala de Ário foi seguida de outra, do arquiteto Claudionor Beatrice, da UTFPR, também sobre o mestre Meister. Destaco da fala de Ário: ele começou por identificar Meister como “um vencedor”, para explicar que as limitações físicas sofridas com paralisia e ampliadas com outras numa das pernas, não lhe foram obstáculo. Ário disse acreditar que até “podem ter ampliado a força do gênio”, a quem apontou como o primeiro grande modernizador da arquitetura de Curitiba.”Era um modernista. Sua arquitetura faz o aspecto funcional revelar o estético, ao contrário da arquitetura clássica”, analisou Ário, que citou: grandes marcos da moderna Curitiba têm a assinatura do mestre Rubens Meister, como o Teatro Guaíra ( em que Dergint trabalhou como topógrafo e fiscal de obras, sob a supervisão do arquiteto), o Palácio 29 de Março ( Prefeitura de Curitiba ), a Rodoferroviária, a Igreja do Bom Pastor (na Vista Alegre das Mercês), o edifício da FIEP, na Rua Cândido de Abreu e inúmeros outros em que deixou sua assinatura. Ário Taborda Dergint por vezes se emocionou na conferência, mas manteve a distância crítica necessária: evitou que a amizade e a grande admiração pessoal por Rubens Meister influenciassem a apreciação do gênio que teve tudo para ficar acomodado na vida, em função de sua paralisia. As falas de Maria Luiza Marques Dias e Salvador Gnoato, em outra noite, no Centro de Estudos Bandeirantes, ampliaram a análise da vida e obra desse mestre. As palestras foram introduzidas pelo professor de História da Arte Fernando Bini. Ário, não tenho dúvida, fez um registro singular, único, da memória da Arquitetura de Curitiba.

Postado dia sábado, 23 de maio de 2015 com os seguintes temas ,,,,,,,,.Você pode seguir este post através do link RSS 2.0. Você pode deixar um comentario.

Deixe seu comentário